Governo entrega 190 autocarros para aliviar crise de transporte no Grande Maputo
O Governo moçambicano anunciou a entrega de 190 novos autocarros destinados ao transporte público de passageiros na região metropolitana do Grande Maputo, numa tentativa de reduzir os impactos da actual crise de mobilidade urbana.
A medida surge num contexto marcado pela escassez de combustÃveis, aumento do custo de vida e dificuldades enfrentadas diariamente por milhares de passageiros nas principais paragens da capital e arredores.
Nos últimos dias, vários utentes relataram longos perÃodos de espera para conseguir transporte, situação agravada pela redução da circulação de “chapas” devido à s dificuldades de abastecimento.
Em algumas zonas, passageiros afirmam permanecer mais de duas horas nas paragens à procura de transporte para regressar às suas casas ou deslocar-se aos locais de trabalho.
O Presidente da República reconheceu que a crise dos transportes está a pressionar directamente o custo de vida das famÃlias moçambicanas, afectando preços de bens essenciais e serviços.
Segundo o Chefe de Estado, o aumento dos custos de mobilidade acaba por influenciar os preços de produtos como pão, tomate, peixe, cimento e diversos alimentos comercializados nos mercados.
Além do reforço da frota de transporte público, o Governo avançou com medidas destinadas a reduzir a pressão sobre o sector, incluindo subsÃdios aos combustÃveis e aposta no uso de gás veicular.
O Executivo pretende expandir gradualmente a utilização de gás natural proveniente de Temane, na provÃncia de Inhambane, para abastecer viaturas em Maputo, Gaza e Inhambane.
Numa fase posterior, o plano prevê igualmente o aproveitamento do gás do Rovuma, em Cabo Delgado, para abastecer as regiões Centro e Norte do paÃs.
As autoridades defendem que a transição para o gás veicular poderá contribuir para reduzir os custos de mobilidade, fortalecer a soberania energética e impulsionar a industrialização nacional.
Com a integração dos novos autocarros no sistema de transporte urbano, o Governo espera melhorar a circulação de passageiros e minimizar os efeitos da crise sobre a economia e o quotidiano da população.
