ATROMAP mantém preços dos chapas apesar do reajuste aprovado

ATROMAP mantém preços dos “chapas” apesar de reajuste aprovado pelo Governo

A Associação dos Transportadores Rodoviários da Cidade de Maputo (ATROMAP) esclareceu que as tarifas dos transportes semi-colectivos de passageiros, conhecidos como “chapas”, continuam inalteradas na cidade de Maputo, apesar do recente reajuste aprovado pela Assembleia Provincial.

A decisão surge numa altura em que milhares de utentes enfrentam dúvidas sobre os preços correctos a pagar nas rotas urbanas e interdistritais, após o anúncio do aumento das tarifas de transporte na província de Maputo.

O reajuste aprovado pelas autoridades provinciais prevê um aumento de cerca de 20% nas tarifas do transporte interdistrital, elevando o custo por quilómetro de 1,5 para 1,8 Meticais.

ATROMAP esclarece tarifas urbanas

Num comunicado dirigido aos operadores de transporte, a ATROMAP explicou que os preços actualmente praticados dentro da cidade de Maputo permanecem válidos e não sofreram qualquer alteração.

Segundo a associação, continuam em vigor as tarifas de 15 Meticais para percursos até 10 quilómetros e 18 Meticais para distâncias superiores a 10 quilómetros.

A organização sublinha que qualquer alteração nas tarifas urbanas depende de aprovação das autoridades municipais competentes.

Diferença entre transporte urbano e interdistrital

O caso voltou a gerar debate sobre a gestão do sector dos transportes públicos na região metropolitana de Maputo, sobretudo devido à distinção entre rotas urbanas e serviços interdistritais.

Enquanto o Governo Provincial possui competência para definir tarifas em ligações entre distritos, os preços praticados dentro do perímetro urbano da capital dependem da aprovação do Conselho Municipal e da Assembleia Municipal de Maputo.

A ATROMAP recorda ainda que a cobrança de tarifas não autorizadas pode resultar em sanções previstas na legislação em vigor.

Utentes preocupados com aumento do custo de vida

A incerteza em torno dos preços dos transportes públicos surge num contexto de crescente pressão económica sobre as famílias moçambicanas, afectadas pelo aumento do custo de vida e despesas diárias.

Para muitos cidadãos que dependem diariamente dos “chapas”, a manutenção dos preços nas rotas urbanas representa um alívio temporário no orçamento familiar.

Especialistas defendem maior coordenação entre autoridades governamentais, associações de transportadores e municípios para evitar informações contraditórias e cobranças indevidas aos passageiros.

Fiscalização deverá ser reforçada

Nos próximos dias, a fiscalização conjunta entre associações de transportadores e autoridades municipais poderá ser reforçada para impedir especulação de preços e encurtamento irregular de rotas.

O objectivo é garantir maior estabilidade no sistema de transporte semi-colectivo e proteger os utentes contra cobranças consideradas abusivas.

Fonte: MZNews / ATROMAP

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